NOVA POLÍTICA EM TEMPOS DE ELEIÇÃO

Em tempos de eleição – e para os desavisados, 2018 já começou – ando vendo muito político e projeto de político se colocando como a “nova política”. Mas muita gente mesmo! É movimento, partido político, pré-candidato de primeira viagem e até mesmo políticos de dez mandatos.

Sem dúvidas, o ponto central das eleições deste ano vai ser a renovação política. Claro que existe um despertar de pessoas dispostas a realmente fazer uma nova política, renovar o sistema. Só que também existe muitos olhando para essa janela como uma oportunidade de movimentar algumas peças para se manter no poder.

Lá em 2013, antes das últimas eleições gerais, a gente já falava em uma nova política. De forma alguma pretendo disputar a autoria ou propriedade do termo, até mesmo porque já falavam sobre isso antes. E a questão é que nem mesmo os de antes podem reivindicar essa propriedade. Ninguém pode e é isso que muitos não estão entendendo.

A nova política surge da sociedade, pela sociedade e para a sociedade. Ela não é de um movimento, de um projeto ou de um momento. Se trata de um comprometimento. Comprometimento por uma nova forma de fazer política que começa pela ação de cada um de nós. E isso muitos também não estão entendendo.

A nova política está na atuação daquele senador que combate os privilégios e principalmente abre mão de seus próprios privilégios. Está naquele partido que fala em renovação e principalmente abre seus espaços para que a juventude verdadeiramente os ocupe. Está naquele pré-candidato que combate o caixa dois e principalmente arrecada e utiliza recursos de forma legal, transparente e declarada.

A nova política está no comprometimento de fazer diferente. Fazer diferente no combate à corrupção, no incentivo à renovação, na política pública integrada, na gestão transparente, na priorização da educação.

Para além de discursos, a nova política está justamente em transformá-los em práticas e exemplos por aqueles que empreendem na nova política.

 

Obviamente – e chamo aqui uma atenção especial – não estou falando em duvidar da nova política ou achar que ela é um produto do marketeiro. Mas, ao se interessar pelo discurso da nova política, procure observar se esse discurso está respaldado nas ações daquele indivíduo ou movimento. Não apenas ações no período eleitoral, mas sim no histórico de vida, na atuação pública e no dia a dia.

Por fim, a nova política não vem para classificar toda a política anterior em “velha política”. Muitos do que vieram antes foram, em seu tempo, a “nova política” e muitos que hoje se colocam como “nova política” fazem, na verdade, uma “velha política”.

No final das contas não se trata de novo ou velho, se trata simplesmente de uma outra forma de FAZER! Fazer uma política junto com a sociedade e pautada na ética, transparência,  participação, renovação e, de fato, muita boa vontade de mudar o nosso Brasil.

VOCÊ, JOVEM!

(Imagem: Thinkstock)

Sem demagogia e nem clichês: é você jovem que tem o poder de mudar a realidade do seu município.

Não somos o futuro do país, somos o presente e, enquanto nós não ocuparmos esse espaço, não temos direito nenhum de reclamar a forma como nosso país vem sendo conduzido. Qual espaço? Os espaços de representatividade política. E nós podemos ocupá-los de duas formas: ou como candidatos a essas posições; ou votando e elegendo candidatos jovens para ocuparem essas posições.

Comumente vemos campanhas pelo voto jovem, aquele eleitor que tem de 16 a 32 anos. O grande problema é que na maioria das vezes, junto com esse pedido, vem uma candidatura de alguém mais velho, seja de idade e/ou de tempo na política. E não vamos aqui desconstruir os candidatos e políticos mais velhos, afinal é verdadeiro o preceito de que uma geração aprende com a outra e eles tem toda a legitimidade para disputar esses espaços, afinal vivemos em uma democracia. A grande pergunta que devemos fazer é: “quem melhor para pensar e decidir o que devo ou não estudar no ensino médio? Alguém que estava na escola há 50 anos ou há 5?”. É preciso passar o bastão nessa corrida democrática.

Jovens pensam como jovens; jovens vivem como jovens; e jovens tem sim competência para administrar um país jovem. Somos 30% do eleitorado brasileiro e devemos fazer valer esse número na representação pública. Nós que nascemos na era da internet, na era da diversidade, na era de uma nova forma de se fazer política temos que apoiar uns aos outros. Aos poucos nossa geração vem percebendo a importância de participar dos processos políticos, mas exigimos que sejam processos limpos, éticos e comprometidos. Para isso, renovação total, sangue novo! 

É hora da juventude assumir o Brasil. É hora da juventude brasileira chamar para si a responsabilidade pela transformação social, econômica e até mesmo humana. Vamos eleger jovens como nós, vamos mostrar que não somos o futuro, somos o presente do Brasil, somos o Brasil. No próximo domingo, nas eleições municipais, mesmo que você não seja jovem de idade – mas sim de ideias – vote em um jovem, assuma a sua responsabilidade!