SOBRE PONTES E CROISSANTS

O futuro de uma Nação é resultado da soma do caminho que ela percorreu até chegar onde está

A Europa é um lugar fantástico! Pelo menos está em um patamar ao qual queremos chegar. E, por favor, sem esse papo demagogo de imperialismo ou complexo de vira latas. A questão é que – de forma alguma querendo alienar a nossa cultura – os caras têm uma grande política de energia renovável, tem uma grande política de mobilidade urbana inovadora, tem uma grande política educacional que revolucionou a sociedade. E tem, é claro, pelo menos 500 anos de história e experiências a mais do que a gente.

Acabei de voltar de 15 dias na Europa. No início desse mês de janeiro eu fui à Universidade de Oxford, no Reino Unido, fazer um curso sobre Integridade e Valores no Governo e aproveitei para descansar uns dias na Inglaterra e França antes de encarar 2018. A experiência é simplesmente fantástica, de todos os pontos de vista, inclusive do político.

Ver as coisas funcionando! Políticas que para nós ainda são conceitos, lá já estão a todo vapor! Carros elétricos, telhados verdes, energias renováveis, empreendedorismo inovador, pesquisa e desenvolvimento, consulta política funcional a população.

É claro que a Europa tem diversos problemas, assim como interesses, sobretudo quanto a emprego e imigração. Mas eles também não têm mais muitos problemas que nós continuamos tendo. E acho que é aí que podemos aprender.

O futuro de uma Nação é resultado da soma do caminho que ela percorreu até chegar onde está. Há experiências e histórias que a Europa passou e nós não. Como disse, 500 anos pelo menos. Nunca fomos arrasados por uma guerra, nunca precisamos reconstruir para sobreviver. E esse tipo de coisa leva a constatação que existe um abismo.

Um abismo entre a nossa sociedade atual e por consequência a nossa política, e a sociedade europeia e a qualidade política que queremos alcançar. Precisamos construir pontes!

A grande questão – e é isso o que não sai da minha cabeça há quase três semanas – é como construir essas pontes entre o abismo que existe da nossa realidade a esses 500 anos para além.

Pontes! Como? Por onde começar? Uma nova forma de se fazer política que gere resultados e com uma qualidade real que impacte positivamente a vida da população. É isso! Convido-os a construirmos!

E sobre os croissants… Os franceses realmente sabem fazer croissants!

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