OUTRA VEZ 1992?

A última vez que o termo “impeachment” foi tão mencionado neste país, ocorreu em 1992 quando o então Presidente da República Fernando Collor de Melo foi deposto após uma mobilização nacional, com participação de todos os setores da sociedade que saíram às ruas bradando acusações de corrupção contra o governo do “caçador de marajás”. Vinte e três anos depois – e cinco meses após a eleição presidencial mais acirrada da nossa história, diga-se de passagem – o clima de descontentamento com o governo federal perante as astronômicas e constantes denúncias de corrupção, agridem a vida dos brasileiros que estão atônitos com a realidade da nossa Nação.

Ironicamente, a oposição que no final do século passado defendia tão veementemente o impeachment, desta vez na posição de governo, afirma o impeachment ser um golpe e oportunismo daqueles que perderam as eleições. Ora, o PT então acusa a Constituição Federal de se utilizar de dispositivos golpistas para a manutenção da democracia? Que democracia seria essa? Aparentemente, para esse governo, é a democracia do “o poder é meu e ninguém tasca a mão”. Conclamam, inclusive, que seus apoiadores “desçam a porrada” na oposição (palavras do presidente do PT-RJ).

Erro deles pensar que o Brasil vai continuar aceitando mandos e desmandos que transtornam radicalmente a vida do nosso povo. Quando se toma medidas que tiram a carne da mesa de uma família, que tira a gasolina do carro de um brasileiro, que geram mais descontos nos salários e desemprego dos nossos trabalhadores, aí eles vão ter um problema de dimensões catastróficas. Nós não podemos assistir a destruição da nossa pátria dessa maneira. Estamos vendo, gradativamente, todos os ganhos econômicos dos últimos 20 anos serem aniquilados. A inflação voltou, impostos são aumentados, a confiança do investidor nacional e internacional está caindo mais do que as ações da Petrobras e o salário do trabalhador não está mais sendo suficiente para dar o mínimo de qualidade de vida a seus filhos.

Dois fatos assemelham o cenário do impeachment do Presidente Collor ao cenário de um possível impeachment da Presidente Dilma: 1. Collor revoltou a população ao mexer no bolso do brasileiro, congelando as contas poupança. Dilma revoltou a população ao mexer no bolso do brasileiro, destruindo a economia brasileira; 2. Collor tentou governar sozinho, isolou o Congresso Nacional e foi derrubado. Dilma está tomando medida unilaterias, gerando descontentamento do Congresso Nacional, sobretudo por parte do PMDB. Segundo o Vice-Presidente Michel Temer, “a sigla está no limite da governabilidade”, indicando uma chance real de rompimento.

Só temos que nos lembrar do seguinte: o impeachment é apenas um dispositivo constitucional para mantermos a Ordem e o Progresso do nosso país. Mas sobretudo, a presidente que estamos “impeachmando”, foi colocada lá sob a nossa vontade. Nós, povo brasileiro, como unidade, elegemos esta presidente, portanto cabe a nós, como unidade, tirá-la. É um momento de união, mas também um momento de reflexão sobre a importância que damos ao nosso voto. Quais as nossas motivações ao votar em um candidato? Pensamos nos interesses do país, ou nos nossos próprios interesses? Votamos pensando em um crescimento a longo prazo, ou no benefício que vamos receber ao final do mês?

As últimas eleições foram marcadas por mentiras e absurdos que se comprovam mais a cada dia que passa. A presidente afirmou que não iria alterar direitos trabalhistas, mas alterou; não iria ter aumento de impostos, teve inclusive a criação de novo; não teríamos problemas de abastecimento de energia elétrica, tivemos apagão em mais da metade do país. E o desespero parece ser tanto, que a Presidente Dilma está visivelmente abatida nas raras aparições que faz.

Grandes mobilizações estão sendo realizadas para garantir nas ruas o maior número de brasileiros, em todo o nosso país, no dia 15 de março de 2015, pedindo o impeachment da Presidente Dilma Rousseff e a saída do Partido dos Trabalhadores do poder. São mobilizações apoiadas por trabalhadores, instituições, partidos políticos, grupos de minorias, empresários, todos os segmentos da sociedade. Apoiadas por brasileiros, as condições são similares a 1992. Esperança de uma releitura da história do nosso país. Vamos às ruas brasileiros, vamos à luta pela nossa Nação.

Cabe aqui uma das raras citações felizes e lúcidas do ex-presidente Lula, à época do impeachment de Collor: “é possível, o mesmo povo que elege um político, destituir esse político. Peço a Deus que nunca mais o povo brasileiro se esqueça dessa lição”. Pode ficar tranquilo, Presidente Lula, nós não a esquecemos.

Publicado em: Jornal Comércio do Jahu / Jornal Diário da Serra

PROCURA-SE PRESIDENTE DA REPÚBLICA, A NOSSA SUMIU!

Procura-se Presidente da RepúblicaÉ muito comum, quando um governo é empossado, que ele se veja de frente ao que chamamos de “Herança Maldita”, ou seja, que ele tenha de lidar com os erros do governo anterior de forma a evitar maiores problemas para o país. O que já não é tão comum: um governo deixar uma herança maldita para si mesmo.

Dilma Rousseff governou o país de 2010 a 2014 e foi reeleita para um novo mandato até 2018. Entretanto, a inexperiência e crença equivocada em sua capacidade administrativa, levou o governo federal a colocar o Brasil em uma situação que hoje foge do controle. Por mais que a oposição tenha alertado, a mídia tenha informado, parte da população tenha suplicado, o povo reelegeu o PT com base em uma campanha mentirosa e manipuladora que hoje vemos com mais clareza do que na própria época das eleições.

A candidata Dilma afirmou, em alto e bom som, que não alteraria os direitos do trabalhador “nem que a vaca tussa” (nas palavras da mesma). Já a presidente Dilma, neste presente mês, sancionou a redução de diversos direitos como o seguro desemprego e o acesso as pensões.

A candidata Dilma bradou que a economia brasileira ia de vento em popa e que o país voltaria a crescer em 2014. Já a presidente Dilma, que recebeu o país em superavit primário, iniciou seu segundo mandato em déficit primário colocando o Brasil em recessão econômica. Solução? Seu ministro da fazenda anunciou um pacote de aumento de impostos para incrementar a arrecadação fiscal em R$ 20 bilhões neste ano. Entre os produtos que sofrerão aumento por conta dessas medidas temos: a gasolina; produtos industrializados; alimento; cobrança das operações financeiras (IOF). Curiosamente, embora o país esteja tecnicamente quebrado, o Palácio do Planalto teve os gastos com cartões corporativos aumentados em 51% no ano passado. A maior parte dos gastos ocorreu durante a campanha da presidente Dilma e quase 100% dos pagamentos foram feitos de forma sigilosa. Transparência? Não por aqui.

A candidata Dilma utilizou, como uma de suas principais bandeiras eleitorais, a redução dos preços da energia elétrica no Brasil e afirmou que não haveria nenhum risco de racionamento de energia no país, diferente do que aconteceu em 2001 sob o governo FHC. Após as eleições, pessoas ligadas ao governo já admitem aumento em até 40% na conta de luz do brasileiro. Como se não bastasse, recentemente ocorreu um apagão em 10 estados brasileiros e Distrito Federal. Especialistas comprovam que a situação do parque energético, incluindo o nível das represas das hidrelétricas, é pior do que na época dos apagões de 2001. Podemos esperar mais cortes de energia.

A candidata Dilma fez forte defesa ao combate a corrupção, inclusive utilizando a plenária da ONU como palanque eleitoral. Entretanto, hoje, a presidente enfrenta o maior escândalo de corrupção deste país (maior que o Mensalão). As investigações da operação Lava Jato, da Polícia Federal, começou a prender os altos executivos da Petrobras por crimes contra a corporação e contra a União. A maioria deles, amigos e/ou indicações de Dilma para os respectivos cargos. Ela, por sua vez, afirma não saber de nada.

De duas uma: ou a presidente realmente é muito inocente e não faz a mínima ideia do que está acontecendo no seu próprio país. Ou dois: ela ignorou tudo e todos, acreditando na sua capacidade administrativa, e realmente perdeu o controle do governo federal.

Um sinal claro de que a situação realmente está fora de controle é quando um petista concorda com isso. Um sinal pior ainda, é quando o próprio José Dirceu, ex-ministro da Casa Civil e mensaleiro condenado, admite que o país está um caos e que Dilma não sabe o que faz, como publicou recentemente em seu blog. Talvez ela devesse parar de se preocupar com a execução de traficantes do outro lado do mundo e começasse a olhar mais para a Nação a qual preside.

Publicado em: Jornal Comércio do Jahu e Jornal Diário da Serra

PETRÓLEO BRASILEIRO PETISTA S/A

A Petrobras – Petróleo Brasileiro S/A remonta os anos 50, fundada pelo então presidente da República, Getúlio Vargas. Por 60 anos ela fez parte do “orgulho brasileiro”. Classificada em 2010 como a 12ª empresa mais valiosa do mundo, o Brasil – e o mundo – viu toda a sua glória e valor despencar nos últimos quatro anos sob uma administração negligente e criminosa. No último ranking divulgado pela revista Forbes, em 2014, a Petrobras caiu 108 posições, figurando agora em 120º lugar em valor de mercado.

Empresas crescem e decrescem diáriamente. Alguns casos mais drásticos que outros. Quem iria esperar, por exemplo, que Eike Batista iria quebrar a OGX e chegar a “falência”? Ou quem iria esperar que a Petrobras fosse perder R$ 600 bilhões em valor de mercado, inclusive, perdendo o posto de empresa mais valiosa do Brasíl?

Muitos motivos levam uma empresa a apresentar resultados tão negativos. No caso da Petrobras, podemos enumerar alguns: horrivel gestão administrativa; aparelhamento total por parte do governo petista ao empregar todos os “companheiros” possíveis e impossíveis; fraudes e corrupção corporativa; desvio de dinheiro público; caixa 2 (3, 4, 5….). Porém o que mais atinge a empresa são as denúncias diárias e maciças dos esquemas lavrados na empresa sob a luz verde do mais alto escalão administrativo.

E quando uma empresa de capital aberto, ou seja, que opera ações na Bolsa de Valores, apresenta aos acionistas resultados tão desastrosos, o que acontece? Os acionistas vendem as ações, afinal de contas, ninguém quer arriscar o seu dinheiro em uma empresa que a cada dia cai mais e mais. Só nessa última semana, a Petrobras teve uma queda de 25% na BM&F Bovespa. Uma empresa cujas ações já chegaram a ser negociadas em mais de R$ 50,00 por ação, na última semana foram negociada perto de R$ 8,00 por ação. Uma queda monstruosa que levou prejuizo para muitos acionistas e para todos os brasileiros.

Quanto mais as investigações avançam, mais esquemas fraudulentos são descobertos e diretores da Petrobras, envolvidos. Essa semana, um email comprovou que a atual presidente da empresa, Graça Foster, sabia das irregularidades desde antes de ser empossada presidente. O Ministério Público denunciou o ex-diretor da área internacional da Petrobras, Nestor Cerveró, comprovando o seu envolvimento ao receber U$ 40 milhões em propina. O cerco está se fechando e não é só nos escritórios da Petrobras. O cerco está se fechando no Palácio do Planalto também.

Dilma Rousseff, contra a sua vontade, já começou a considerar nomes para substituir Graça Foster no comando da estatal. A ordem em Brasília é manter o bonito discurso “os culpados serão levados a justiça, doa a quem doer” e blindar (e eles usam mesmo essa palavra), a todo custo, a Presidente Dilma e o ex-Presidente Lula. Agora, eu me pergunto, por quê blindar uma pessoa, evitando, inclusive, que ela preste depoimentos oficiais sobre o caso, se ela é tão inocente? Bom, talvez o terceiro andar do Planalto não seja assim tão inocente.