LÓGICA GOVERNISTA: JÁ QUE É ILEGAL, POR QUÊ NÃO TORNAR… LEGAL? (MAS SÓ PARA ELES)

Imaginemos a seguinte situação: uma certa presidenta passa três anos de seu mandato gastando os recursos públicos sem se preocupar com as leis que regulamentam a nossa economia. Ela gasta, empresta, superfatura, faz o que bem entende. Certo dia, em meio as gastanças desenfreadas, ela se lembra que existe a chamada Lei de Diretrizes Orçamentárias – LDO.

Essa lei obriga o Governo Federal a fechar as contas do ano em superávit primário, ou seja, garantir uma poupança mínima capaz de pagar os juros da dívida pública, que hoje é 62% do Produto Interno Bruto – PIB. Quando isso não acontece, o governo deve contrair novas dívidas para fechar as contas no azul e as suas notas, atribuídas pelas instituições financeiras internacionais, são reclassificadas em “risco de investimento”, basicamente dizendo que o Brasil é caloteiro.

Voltando para a nossa situação hipotética: o problema é que aquela certa presidenta, em seus momentos lúdicos, se esqueceu de poupar, logo, não fez um superávit primário. Infringir a LDO é um crime gravíssimo contra a União, passível de punição, inclusive, com a perda do mandato. Qual então a sugestão do governo para evitar a penalização? “Vamos mudar a lei, assim, esse crime que nós cometemos, não vai mais ser um crime”. Genial, não? Seria, se a nossa oposição – que parece ter acordado agora – e a própria base aliada, não pensassem duas vezes antes de votar um projeto tão polêmico. A solução encontrada pelo governo para aprovar a lei no Congresso Nacional? “Através de um decreto presidencial, vamos simplesmente dar R$ 748 mil reais a mais na emenda parlamentar para cada Senador e Deputado. Mas isso SÓ se a lei for aprovada, claro”. Novamente genial, não? Corrupto, isso sim! Já fizeram antes, é compra de voto parlamentar, ficou conhecido como Mensalão!!

O maior problema de todos? Essa situação hipotética que eu aqui apresentei não tem nada de hipotética. Ela é real. Aconteceu nos últimos dias aqui em Brasília. Dilma Rousseff parece ter se esquecido de que é Presidente do Brasil. Parece ter se esquecido que jurou cumprimento a uma constituição, à nossa Constituição Federal. Que ela tem uma responsabilidade moral para com os brasileiros e outra criminal para com a justiça.

Na última terça-feira, 9/12, o Congresso aprovou a manobra fiscal do Governo Federal e isentou a Presidente Dilma de responder pelos crimes que cometeu. Nossa última esperança, brasileiros, é apoiar a nossa oposição que irá entrar com uma ação no Supremo Tribunal Federal – STF – visando reverter essa decisão ao alegar inconstitucionalidade na alteração da lei, o que de fato é.!

OS 37 MILHÕES DE ELEITORES QUE REELEGERAM DILMA ROUSSEFF, MESMO SEM VOTAR EM DILMA ROUSSEFF

Não venham me dizer que o voto branco ou nulo, e até mesmo o ato de não votar, seja uma “posição” política. Não neste momento em específico da política nacional. Não em um pleito em que 3,4 milhões de votos (3%) garantiram a reeleição. Em um momento em que a permanência de um mesmo partido no poder (agora por 16 anos), fez emergir na população um sentimento de mudança e patriotismo que não se via no brasileiro desde 1992 com o impeachment do então presidente da república Fernando Collor de Melo. É válida essa “margem da vitória” ao se tratar de democracia, entretanto a mesma validade dessa margem é colocada em xeque ao vermos a somas das taxas de abstenção, brancos de nulos ser de 30% do eleitorado.

Falta de responsabilidade política daqueles que usaram do discurso “não me representa”. Falta de responsabilidade porque, com esse discurso, o Brasil inteiro ficou na iminência de uma mudança necessária no que diz respeito a “alternância de poder”, preceito fundamental do regime democrático. A questão em evidência: o que motivou 37 milhões de brasileiros a deixaram de exercer o maior direito democrático e constitucional que o nosso povo conquistou tão recentemente a custo de armas em punho? Por que preferiram ter um “voto de avestruz” a escolher entre dois candidatos para o maior cargo desta República? O afastamento do brasileiro frente as questões políticas do país é calculado e intencional. Uma manobra política que põe a democracia desta Nação sob o questionamento da ética e da moral.

O brasileiro assistiu, por 60 dias, a violenta campanha do PT invadir o seu lar e propagar a incerteza. Assistiu, por 60 dias, as agressões publicitárias desnecessárias (ou necessárias para tal partido) aterrorizar a sociedade com mentiras e ilusões. Assistiu, por 60 dias, a campanha de desconstrução de imagens de líderes políticos. Assistiu (lê-se sofreu) por 60 dias, o ESTUPRO POLÍTICO cometido pelo Partido dos Trabalhadores contra a sociedade brasileira ao fazer uma campanha suja, uma campanha do medo.

Agora a batalha a ser travada por todos aqueles que ainda acreditam em uma Nação mais justa, mais forte e mais correta, será reeducar o país. Garantir que o povo brasileiro volte a dar atenção às questões políticas, pelo que realmente importa: educação; saúde; moradia; emprego. Um futuro amplamente próspero para o Brasil, pois, como um dia disse nosso querido Eduardo Campos, “é aqui onde iremos criar nossos filhos”.

Publicado em: Jornal Comércio do Jahu / Jornal Diário da Serra