PROCURA-SE PRESIDENTE DA REPÚBLICA, A NOSSA SUMIU!

Procura-se Presidente da RepúblicaÉ muito comum, quando um governo é empossado, que ele se veja de frente ao que chamamos de “Herança Maldita”, ou seja, que ele tenha de lidar com os erros do governo anterior de forma a evitar maiores problemas para o país. O que já não é tão comum: um governo deixar uma herança maldita para si mesmo.

Dilma Rousseff governou o país de 2010 a 2014 e foi reeleita para um novo mandato até 2018. Entretanto, a inexperiência e crença equivocada em sua capacidade administrativa, levou o governo federal a colocar o Brasil em uma situação que hoje foge do controle. Por mais que a oposição tenha alertado, a mídia tenha informado, parte da população tenha suplicado, o povo reelegeu o PT com base em uma campanha mentirosa e manipuladora que hoje vemos com mais clareza do que na própria época das eleições.

A candidata Dilma afirmou, em alto e bom som, que não alteraria os direitos do trabalhador “nem que a vaca tussa” (nas palavras da mesma). Já a presidente Dilma, neste presente mês, sancionou a redução de diversos direitos como o seguro desemprego e o acesso as pensões.

A candidata Dilma bradou que a economia brasileira ia de vento em popa e que o país voltaria a crescer em 2014. Já a presidente Dilma, que recebeu o país em superavit primário, iniciou seu segundo mandato em déficit primário colocando o Brasil em recessão econômica. Solução? Seu ministro da fazenda anunciou um pacote de aumento de impostos para incrementar a arrecadação fiscal em R$ 20 bilhões neste ano. Entre os produtos que sofrerão aumento por conta dessas medidas temos: a gasolina; produtos industrializados; alimento; cobrança das operações financeiras (IOF). Curiosamente, embora o país esteja tecnicamente quebrado, o Palácio do Planalto teve os gastos com cartões corporativos aumentados em 51% no ano passado. A maior parte dos gastos ocorreu durante a campanha da presidente Dilma e quase 100% dos pagamentos foram feitos de forma sigilosa. Transparência? Não por aqui.

A candidata Dilma utilizou, como uma de suas principais bandeiras eleitorais, a redução dos preços da energia elétrica no Brasil e afirmou que não haveria nenhum risco de racionamento de energia no país, diferente do que aconteceu em 2001 sob o governo FHC. Após as eleições, pessoas ligadas ao governo já admitem aumento em até 40% na conta de luz do brasileiro. Como se não bastasse, recentemente ocorreu um apagão em 10 estados brasileiros e Distrito Federal. Especialistas comprovam que a situação do parque energético, incluindo o nível das represas das hidrelétricas, é pior do que na época dos apagões de 2001. Podemos esperar mais cortes de energia.

A candidata Dilma fez forte defesa ao combate a corrupção, inclusive utilizando a plenária da ONU como palanque eleitoral. Entretanto, hoje, a presidente enfrenta o maior escândalo de corrupção deste país (maior que o Mensalão). As investigações da operação Lava Jato, da Polícia Federal, começou a prender os altos executivos da Petrobras por crimes contra a corporação e contra a União. A maioria deles, amigos e/ou indicações de Dilma para os respectivos cargos. Ela, por sua vez, afirma não saber de nada.

De duas uma: ou a presidente realmente é muito inocente e não faz a mínima ideia do que está acontecendo no seu próprio país. Ou dois: ela ignorou tudo e todos, acreditando na sua capacidade administrativa, e realmente perdeu o controle do governo federal.

Um sinal claro de que a situação realmente está fora de controle é quando um petista concorda com isso. Um sinal pior ainda, é quando o próprio José Dirceu, ex-ministro da Casa Civil e mensaleiro condenado, admite que o país está um caos e que Dilma não sabe o que faz, como publicou recentemente em seu blog. Talvez ela devesse parar de se preocupar com a execução de traficantes do outro lado do mundo e começasse a olhar mais para a Nação a qual preside.

Publicado em: Jornal Comércio do Jahu e Jornal Diário da Serra

PETRÓLEO BRASILEIRO PETISTA S/A

A Petrobras – Petróleo Brasileiro S/A remonta os anos 50, fundada pelo então presidente da República, Getúlio Vargas. Por 60 anos ela fez parte do “orgulho brasileiro”. Classificada em 2010 como a 12ª empresa mais valiosa do mundo, o Brasil – e o mundo – viu toda a sua glória e valor despencar nos últimos quatro anos sob uma administração negligente e criminosa. No último ranking divulgado pela revista Forbes, em 2014, a Petrobras caiu 108 posições, figurando agora em 120º lugar em valor de mercado.

Empresas crescem e decrescem diáriamente. Alguns casos mais drásticos que outros. Quem iria esperar, por exemplo, que Eike Batista iria quebrar a OGX e chegar a “falência”? Ou quem iria esperar que a Petrobras fosse perder R$ 600 bilhões em valor de mercado, inclusive, perdendo o posto de empresa mais valiosa do Brasíl?

Muitos motivos levam uma empresa a apresentar resultados tão negativos. No caso da Petrobras, podemos enumerar alguns: horrivel gestão administrativa; aparelhamento total por parte do governo petista ao empregar todos os “companheiros” possíveis e impossíveis; fraudes e corrupção corporativa; desvio de dinheiro público; caixa 2 (3, 4, 5….). Porém o que mais atinge a empresa são as denúncias diárias e maciças dos esquemas lavrados na empresa sob a luz verde do mais alto escalão administrativo.

E quando uma empresa de capital aberto, ou seja, que opera ações na Bolsa de Valores, apresenta aos acionistas resultados tão desastrosos, o que acontece? Os acionistas vendem as ações, afinal de contas, ninguém quer arriscar o seu dinheiro em uma empresa que a cada dia cai mais e mais. Só nessa última semana, a Petrobras teve uma queda de 25% na BM&F Bovespa. Uma empresa cujas ações já chegaram a ser negociadas em mais de R$ 50,00 por ação, na última semana foram negociada perto de R$ 8,00 por ação. Uma queda monstruosa que levou prejuizo para muitos acionistas e para todos os brasileiros.

Quanto mais as investigações avançam, mais esquemas fraudulentos são descobertos e diretores da Petrobras, envolvidos. Essa semana, um email comprovou que a atual presidente da empresa, Graça Foster, sabia das irregularidades desde antes de ser empossada presidente. O Ministério Público denunciou o ex-diretor da área internacional da Petrobras, Nestor Cerveró, comprovando o seu envolvimento ao receber U$ 40 milhões em propina. O cerco está se fechando e não é só nos escritórios da Petrobras. O cerco está se fechando no Palácio do Planalto também.

Dilma Rousseff, contra a sua vontade, já começou a considerar nomes para substituir Graça Foster no comando da estatal. A ordem em Brasília é manter o bonito discurso “os culpados serão levados a justiça, doa a quem doer” e blindar (e eles usam mesmo essa palavra), a todo custo, a Presidente Dilma e o ex-Presidente Lula. Agora, eu me pergunto, por quê blindar uma pessoa, evitando, inclusive, que ela preste depoimentos oficiais sobre o caso, se ela é tão inocente? Bom, talvez o terceiro andar do Planalto não seja assim tão inocente.

LÓGICA GOVERNISTA: JÁ QUE É ILEGAL, POR QUÊ NÃO TORNAR… LEGAL? (MAS SÓ PARA ELES)

Imaginemos a seguinte situação: uma certa presidenta passa três anos de seu mandato gastando os recursos públicos sem se preocupar com as leis que regulamentam a nossa economia. Ela gasta, empresta, superfatura, faz o que bem entende. Certo dia, em meio as gastanças desenfreadas, ela se lembra que existe a chamada Lei de Diretrizes Orçamentárias – LDO.

Essa lei obriga o Governo Federal a fechar as contas do ano em superávit primário, ou seja, garantir uma poupança mínima capaz de pagar os juros da dívida pública, que hoje é 62% do Produto Interno Bruto – PIB. Quando isso não acontece, o governo deve contrair novas dívidas para fechar as contas no azul e as suas notas, atribuídas pelas instituições financeiras internacionais, são reclassificadas em “risco de investimento”, basicamente dizendo que o Brasil é caloteiro.

Voltando para a nossa situação hipotética: o problema é que aquela certa presidenta, em seus momentos lúdicos, se esqueceu de poupar, logo, não fez um superávit primário. Infringir a LDO é um crime gravíssimo contra a União, passível de punição, inclusive, com a perda do mandato. Qual então a sugestão do governo para evitar a penalização? “Vamos mudar a lei, assim, esse crime que nós cometemos, não vai mais ser um crime”. Genial, não? Seria, se a nossa oposição – que parece ter acordado agora – e a própria base aliada, não pensassem duas vezes antes de votar um projeto tão polêmico. A solução encontrada pelo governo para aprovar a lei no Congresso Nacional? “Através de um decreto presidencial, vamos simplesmente dar R$ 748 mil reais a mais na emenda parlamentar para cada Senador e Deputado. Mas isso SÓ se a lei for aprovada, claro”. Novamente genial, não? Corrupto, isso sim! Já fizeram antes, é compra de voto parlamentar, ficou conhecido como Mensalão!!

O maior problema de todos? Essa situação hipotética que eu aqui apresentei não tem nada de hipotética. Ela é real. Aconteceu nos últimos dias aqui em Brasília. Dilma Rousseff parece ter se esquecido de que é Presidente do Brasil. Parece ter se esquecido que jurou cumprimento a uma constituição, à nossa Constituição Federal. Que ela tem uma responsabilidade moral para com os brasileiros e outra criminal para com a justiça.

Na última terça-feira, 9/12, o Congresso aprovou a manobra fiscal do Governo Federal e isentou a Presidente Dilma de responder pelos crimes que cometeu. Nossa última esperança, brasileiros, é apoiar a nossa oposição que irá entrar com uma ação no Supremo Tribunal Federal – STF – visando reverter essa decisão ao alegar inconstitucionalidade na alteração da lei, o que de fato é.!